Vip março:
Adiós, Miami


De repente acordamos num país onde viajar para Miami ficou mais caro do que passar férias no Nordeste. É o fim do mundo? Não. É apenas o fim do exagero.

Foi ótimo enquanto durou. Quem soube -- e pôde -- aproveitar esses quatro anos de dólar barato viajou mais, comeu melhor e se hospedou com muito mais luxo do que seria ajuizado na vida (o trocadilho é involuntário) real.

Mas calma -- existe vida após a Sala Vip virar abóbora. Viajar ja se tornou item da cesta básica de todo mundo que tenha emprego e cheque especial. Vamos continuar viajando, só que de maneira diferente.


Você já foi ao Brasil, nego? Então vá.
Com o real supervalorizado, era irresistível viajar para o exterior. Mas diga lá: quantas vezes nos últimos anos você não ficou envergonhado de estar em lugares distantes sem ter conhecido direito o seu próprio país? Com os preços em conta e no embalo da comemoraçãao dos 500 anos, você vai ficar cheio de vontade de descobrir o Brasil.


Décadence avec élegance.
O real forte era o melhor upgrade que um turista poderia desejar. Extrapolar em hotéis e restaurantes era não apenas possível, como recomendável -- afinal, um dia essa mamata ia acabar. Agora que essa mamata acabou e o downgrade é inevitável, que pelo menos ele seja feito com classe. Descubra nos guias o melhor hotel na faixa de preço que você ainda pode pagar, e não se contente com outro (reserve com toda a antecedência do mundo). E não deixe de cometer pelo menos uma extravagância por viagem -- seja cacifando um almoço num restaurante estrelado, seja se hospedando por uma noite num grande hotel.


Bye bye muamba.
Saem imediatamente de cartaz a viagem-para-equipar-a-cozinha e a viagem-para-renovar-o-guarda-roupa.Em boa hora, diga-se. A maior ilusão do super-real era fazer a gente achar que uma viagem era "barateada" pela montanha de compras que pudessem ser feitas. Isso servia apenas para que a gente enchesse a mala de badulaques inúteis e comprasse muito mais camisetas com bolsinho e roupas de baixo Calvin Klein do que seria possível puir até as próximas férias. Transfira a verba alocada a "compras" para a coluna "passagem aérea", e você vai poder continuar viajando (para lugares cuja atração principal não sejam shoppings centers, é claro).


E aquela viagem que já estava planejada?
Enquanto o dólar, por vias normais ou pela eventual volta da inflação, não resolver se comportar, o melhor é ficar por aqui pelo Brasil e arredores. Se não der para adiar sua viagem, tente fazer o tal "downgrade com classe", ou consulte a tabela abaixo, onde você pode encontrar uma alternativa mais barata ao destino que estava pensando. Mas se você quiser mesmo chutar o balde, boa viagem: mantenha tudo igualzinho ao que foi planejado, e transforme essas férias no seu próprio Baile da Ilha Fiscal.


Perguntar não ofende.
Só tem uma coisa: será que o Itamar não poderia ter esperado a gente pagar a conta do cartão de crédito do fim do ano para jogar a moratória no ventilador?


Se você
estava pensando em:
...talvez seja o momento
de pensar em:
Nova YorkSão Paulo
Los AngelesRio
EuropaBuenos aires
TailândiaBahia
CancûnPorto Seguro
MéxicoMinas
África do SulPantanal
CaribeFernando de Noronha
St. BarthCuba
ArubaFortaleza
Nova Zelândia Chile
ÍndiaPeru
Ilhas gregasAngra
Ilha Grande
Paraty
LisboaSao Luís
Côte d'aAzurBúzios
New OrleansOlinda
3 viagens de 10 dias1 viagem de 15 dias
Paris, hoje??? Paris daqui a 6 meses
com tudo planejadinho
Férias nos hotéis mais caros2 últimas noites
no hotel mais caro
Fazer comprasFotografar
Classe executivaalmofada inflável
de pescoço (funciona!!!)
MiamiBarraShopping