O que você acha de uma lua-de-mel
na Índia, Báli e Bangkok?


Quem pergunta é o Wagner, e minha resposta é: acho bárbaro. Isto é, desde que você se proponha a procurar os aspectos mais românticos destes lugares, principalmente da Índia (palácios de marajás) e da Tailândia (hotéis impecáveis, spas fantásticos). Báli é mais fácil: você não precisa procurar muito para achar romance.

Mande seus amigos amarrarem aquele monte de latinhas na rabeira de um avião da Varig para Londres, onde vocês podem ficar um ou dois dias para não encavalar duas noites seguidas em avião. De lá vocês pegam um vôo da United Airlines para Nova Déli, onde vocês ficam só até partir o próximo vôo para Agra, que é o domicílio do Taj Mahal. Ao reservar seu quarto no Taj View ou no Mughal Sheraton, peça um com vista para o Taj Mahal, e não deixe de ir até o Taj pelo menos duas vezes -- ao anoitecer e ao amanhecer.

A próxima parada é o Rajastão -- a parte mais fotogênica e turisticamente mais fácil da Índia. É aqui que ficam os palácios que os marajás falidos tiveram que converter em hotéis, e que são cenários perfeitos para luas-de-mel. Alugue um carro com motorista para levar vocês até Jaipur, e fiquem no Rambagh Palace ou no Jai Mahal Palace. De lá voem para Jodhpur; hospedem-se no monumental Umaid Bhawan. Então vocês voam para Udaipur para passar duas noites na maior jóia entre os palácios do Rajastão: o Lake Palace, construído em mármore no meio de um lago artificial.

Voem de volta para Nova Déli e peguem uma conexão da Thai Airways para Bangkok. Em Bangkok aproveite que os preços caíram e cacife um dos 5 estrelas da cidade, que são tidos como os hotéis de melhor serviço em todo o mundo: Oriental, Shangri-la (onde prenderam PC Farias), Regent ou Mandarin-Oriental. Mas se eu fosse vocês eu ficava só dois ou três dias por lá e arranjava mais um casal de padrinhos que patrocinasse uma descida até Phuket ou Krabi, onde três dias num spa -- massagens, banhos, tratamentos de pele -- poderiam fazer hor-ro-res por essa lua-de-mel.

A Thai voa direto de Bangkok para Denpasar, que é a capital e sede do aeroporto de Báli. Subam direto para o vilarejo mais encantador da ilha, Ubud. Se o dinheiro já acabou, dá para ficar num hotel lindinho de 50 dólares, tipo o Ananda Cottages. (Se ainda sobrar algum, tente ficar pelo menos uma noite no Amandari, da rede Aman). Em Ubud vocês vão estar numa posição supercentral para conhecer toda Báli. E se vocês fizerem questão de praia, eu recomendo passar os últimos dias da temporada na ilha ao lado, Lombok.

Voltando por Bangkok, vocês ainda podem escolher qual a capital européia para fazer a escala na volta -- basta que ela seja servida pela Thai e pela Varig. Que tal Paris?

A melhor época para fazer esta viagem é entre dezembro e fevereiro. Vai estar friozinho na Índia, o tempo vai estar firme e o calor vai ser suportável na Tailândia, e Báli vai estar verdíssima, apesar da possibilidade de um ou outro dia chuvoso.

Com exceção dos trechos internos da Índia, que devem ser comprados como um pacote da Indian Airlines, todos os outros vôos valem milhas no programa Smiles da Varig. Boa viagem!


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