Vip fevereiro:
A volta ao mundo em hotéis coloniais


De todas as coisas deixadas pelos europeus em suas possessões na Ásia e na África -- estradas de ferro, sistema judiciário, fornos para fazer baguette -- as que mais interessam ao turista profissional são, sem dúvida, os hotéis coloniais. Hospedar-se neles é recapturar o espírito de um tempo em que viajar ainda era um passatempo reservado a esnobes, aventureiros, escritores e desocupados em geral.

Com pés-direitos monumentais, ventilação generosa, um ou outro toque exótico na decoração, e toda sorte de lugares apropriados para se tomar um gin-tônica, os hotéis coloniais revelam duas coisas:
1) como ingleses e franceses achavam que deveria ser a vida nos trópicos;
2) como ingleses e franceses tinham toda a razão.

Alguns desses hotéis foram reformados mais do que deveriam, outros ganharam anexos modernosos, mas todos continuam valendo a viagem. Se você não puder se hospedar neles, não deixe de ir jantar -- ou pelo menos passar para tomar um drink.


Cingapura.
Mezzo museu, mezzo disneylândia, o Raffles ($$$) é o mais importante, o mais bonito e o mais bem tocado de todos os hotéis coloniais ainda em funcionamento. (Fax: 65-339-1713)


Hong Kong.
O Peninsula ($$$) não tem a vista do Regent, mas continua o endereço mais elegante da cidade. (Fax: 852-2722-4170)


Bangkok.
Apesar da maioria dos hóspedes ficar na ala moderna ($$), a sede original do Oriental tem suítes temáticas ($$$) e um salão de chá acessível a todo mortal. (Fax: 66-2-236-1939)


Indochina.
Em Hanói, a encantadora capital do Vietnã, a fachada branquinha do Métropole ($) contrasta com o conjunto amarelo-queimado dos outros prédios coloniais franceses, mas o hotel é bem administrado pela rede Sofitel. (Fax 84-4-826-6920).
Em Siem Reap, no Camboja, o Grand Hotel d'Angkor ($$$), recém-restaurado pelo grupo Raffles, faz você se sentir como os primeiros europeus que tiveram acesso aos impressionantes templos hindus e budistas de Angkor. (Fax: 855-63-963168)


Malásia.
O Carcosa Seri Negara ($$$), em Kuala Lumpur, é uma antiga embaixada britânica convertida em hotel de luxo pelo grupo Amanresorts. (Fax: 60-3-282-7888)


Índia.
A "old wing" do Taj Mahal ($$) é a maior razão para você estender seu tour indiano até Bombaim. (Fax: 91-22-287-2711)


Egito.
Debruçado no Nilo, em Assuã, o Old Cataract ($) mantém-se como era quando Agatha Christie se hospedou lá -- e usou o hotel como cenário -- para escrever Morte no Nilo. (Fax: 20-97-316011)


Marrocos.
O La Mamounia ($$), construído nos anos 20 em Marrakech, incorpora elementos mouriscos aoart-déco -- resultando num divertido estilo "mouriscô". (Fax: 212-4-444660)


África do Sul.
Se a Cidade do Cabo é o Rio de Janeiro da África, então o Mount Nelson ($$) é o Copacabana Palace deles. (Fax: 27-21-232060)


$: até US$ 200
$$: de US$ 200 a US$ 300
$$$: mais de US$ 300