Vip janeiro:
Cybercafé-society


Eu sou do tempo que, para ter notícias do Brasil no meio de uma viagem ao exterior, você precisava passar numa loja da Varig e pedir para filar jornais velhos ou a Veja de 15 dias atrás. Manter contato com a família ou os amigos, então, era um luxo que podia duplicar a conta do hotel, bastando dar dois ou três telefonemas bobos por dia. Mas agora todo viajante pode tirar proveito de uma das invenções indiscutivelmente mais úteis desde a mala de rodinhas: o cybercafé.


Cybercafés nada mais são que cafés ou bares equipados com PCs, que alugam acesso à Internet a seus freqüentadores. Por uma mixaria -- em média, 5 dólares por uma hora -- você continua on-line durante suas viagens, sem precisar carregar um laptop no colo, nem se entender com tomadas estrangeiras, plugs esquisitos ou softwares de acesso complicados.


Um cybercafé funciona como um bar normal; o difícil é descobrir quem é cliente e quem está atendendo. Mas é só ficar plantado, de pé, com cara de quem não sabe o que fazer, que logo aparece alguém para encaminhar você a um computador livre ou anotar seu nome na fila de espera. Então você ganha uma ficha onde é anotado (a caneta, acredite) a hora em que você começou, e pronto -- você pode ficar o tarde inteira na frente do computador (o que constitui o efeito adverso mais perigoso das idas a cybercafés).


Se você não sabe acessar sua caixa de e-mail fora do seu computador, pegue um e-mail temporário (existem vários sites que oferecem isso de graça, como Hotmail). E para descobrir os endereços dos cybercafés das cidades aonde você vai, use o Cybercafé Search Engine . Você vai descobrir cybercafés em lugares onde você achava que não existisse nem computador.


E olha que interessante: o cybercafé é o único lugar onde você pode ter certeza de Brigitte, a internauta loira de 1,75m que você acabou de conhecer, tem realmente 1,75m -- e no mínimo está loira.