"Por que você escreveu um livro tão bom e malhou tanto Brasília?"
O protesto é da Maria Clara, do DF.
Em primeiro lugar, obrigado pelo "livro tão bom". (Quando eu estou meio baixo-astral eu abro o mail do site, que sempre rola um elogio bacana.)
E depois -- peraí, eu não malhei Brasília não!
O que eu fiz foi incorporar ao texto a surpresa que o leitor comum certamente vai ter ao ver Brasília recomendada no roteiro básico para um gringo em férias no Brasil, ou como um destino de feriadão.
Talvez você tenha se incomodado com algumas pichações carinhosas (eu até agora não me recuperei do choque de ver a Catedral pintada de branco), mas se você prestar atenção, vai ver que isso é estilo -- eu faço isso com o mundo inteiro, do Camboja à Côte d'Azur.
Nem que eu quisesse, eu não conseguiria esculhambar com Brasília -- eu morei aí de 1971 a 75, primeiro na 204 Sul, depois na 303 (no mesmo bloco do Renato Russo, que naquela época se chamava Renato Manfredini Jr. e, como eu, também era repórter-mirim do Diário de Brasília).
Voltei a Brasília em 90, e fiquei impressionado com a beleza da Asa Sul -- talvez seja o único lugar do Brasil que tenha ficado mais habitável em 15 anos.
Me deu até saudade -- prometo que esse ano eu passo um fim-de-semana aí e escrevo um Postal por Escrito para me redimir.
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